Meditando na Palavra de Deus
💐💐 Sinais no Céu 💐💐
Nosso Senhor proseguiu: “haverá terrores e grandes sinais do céu.” (Lucas 21:11). Josefo juntou os principais desses sinais e começa seu relato com uma reflexão sobre a estranheza do fato de seus conterrâneos darem crédito a impostores e falsos relatos enquanto ignoravam esses sinais divinos que foram confirmados, como Josefo fala que foram, pelos seguintes sinais extraordinários:
1. “Um meteoro, que lembrava uma espada, ficou sobre Jerusalém o ano inteiro”.
Não podia ser um cometa, porque estava parado no ar e foi visto durante 12 meses. Uma espada, também, apesar de não representar muito bem um cometa, é um bom sinal de destruição.
2. “No oitavo dia do mês Zanthicus (antes da festa dos pães sem fermento), na nona hora da noite, uma luz ao redor do altar e das construções vizinhas, igual a luz do dia, brilhou durante meia hora”.
Não podia ser o efeito de um trovão, nem uma aurora boreal, porque estava confinada a uma área em particular e a luz brilhou continuamente durante 30 minutos.
3. “Conforme o Sumo Sacerdote levava uma ovelha ao altar para ser sacrificada, ela deu a luz um cordeiro, no meio do templo”. Esse relato de Josefo é tão esquisito que alguns podem chamá-lo de “fábula grega”, enquanto outros podem ver nesse prodígio uma repreensão miraculosa da infidelidade dos judeus e de sua falta de piedade, por rejeitar o Cordeiro, que ofereceu a si mesmo como libação, “de uma vez por todas” e que, dessa forma, cumpriu completamente o que veio fazer e fez obsoletos os sacrifício levíticos.
Entretanto, mesmo assim as circunstâncias do ocorrido são impressionantes. Não ocorreu em uma parte obscura da cidade, mas no Templo; não em qualquer época, mas na Páscoa – a época da crucificação de nosso Senhor – na presença, não de qualquer pessoas, mas nos Sumo Sacerdotes e seus ajudantes e quando estavam indo fazer o sacrifício.
4. “Por volta da hora sexta da noite, o portão leste do Templo foi visto ser aberto sem ajuda humana”. Quando os guardas informaram o Curador sobre esse evento, ele mandou homens para ajuda-los a fechar, e com grande dificuldade, 20 homens conseguiram.
Esse portão, como já foi observado, era de latão sólido e precisava de 20 homens para fechá-lo toda noite. Não poderia ser aberto por uma “forte rajada de vento” ou “pequeno terremoto”, pois como Josefo diz “ele era mantido fechado por ferrolhos e barras, que eram baixadas em um grande umbral, que consistia de uma peça única de pedra”.
5. “Logo após a festa da Páscoa, em várias partes do país, antes do por do sol, carruagens e homens armados foram vistos no ar, circulando Jerusalém”. Esse espetáculo também não poderia ser uma aurora boreal, porque ocorreu antes do por do sol; nem podia ser imaginação de alguns camponeses, olhando para os céus, porque foi visto em várias partes do país.
6. “Na subsequente festa de pentecostes, enquanto os sacerdotes estavam indo, a noite, para dentro do santo dos santos, fazer suas ministrações de costume, primeiro sentiram, conforme contaram, um tremor, acompanhado por um pequeno indistinto murmurar e depois vozes, como de uma multidão, dizendo, de forma nítida e apressada, “vamos embora””. Essa gradação lembrará aos leitores da horrível transição que a festa de Pentecostes foi institucionalizada para comemorar.
Primeiro, um tremor foi ouvido; isso certamente induziria os sacerdotes a ficarem atentos. Um murmurar não discernível (não dava pra entender inicialmente) e depois vozes de uma multidão, dizendo, de forma apressada, “vamos embora”. E, de forma semelhante, antes da festa de Pentecostes chegar, no ano seguinte, a Guerra dos Judeus havia começado e no espaço de três anos, Jerusalém foi cercada pelo exército romano, o Templo transformado
em fortaleza e seus pátios em rios de sangue humano.
O primeiro século pagão historiador tácito também menciona esse evento:
"No céu apareceu uma visão dos exércitos em conflito, de armadura brilhante."
O historiador judeu medieval Sepher Yosippon expõe em cima deste exército angelical no céu de 66 D.C., dizendo, "Além disso, naqueles dias foram vistos carros de fogo e cavaleiros, uma grande força voando no céu perto de chão vindo contra Jerusalém e toda a terra de Judá, todos eles cavalos de fogo e cavaleiros de fogo."
7. Como o último e mais temível sinal, Josefo relata que Jesus, filho de Anenus, um homem rústico das classes mais baixas, durante a Festa dos Tabernáculos, de repente exclamou dentro do Templo, “Uma voz do leste, uma voz do oeste – uma voz dos quatro ventos – uma voz contra Jerusalém e o Templo – uma voz contra os noivos e noivas – uma voz contra todo o povo!”.
Essas palavras era incessantemente proclamadas em alta voz. Dia e noite, pelas ruas de Jerusalém por 7 anos e 5 meses.
Começou em 62 D.C. quando a cidade estava em paz e extremamente próspera e parou em meio aos horrores do cerco.
O perturbador, tendo chamado a atenção do magistrado, foi levado diante de Albinus, o governador romano, que mandou que ele fosse chicoteado. Mas os mais duros chicoteamentos não tiravam dele nem lágrimas nem súplicas. Como ele nunca agradeceu aqueles que o libertaram, também nunca se queixou da injustiça a que foi submetido.
E nenhuma outra resposta o governador obteve em seus interrogatórios, além do conhecido “ai, ai de você, Jerusalém!”, que ele continuou a proclamar pela cidade, mas especialmente durante os festivais, quando o tom de sua ficava mais forte.
Enfim, no começo do cerco de Jerusalém, ele subiu na parte superior dos muros e numa voz mais poderosa que nunca, exclamou “ai, ai dessa cidade, desse templo e desse povo!”.
E então, como pressentindo sua morte, falou “ai, ai de mim!”. Ele mal tinha acabado de falar essas palavras quando uma pedra de uma das máquinas de guerra dos romanos o matou ali mesmo.
Esses são os prodígios relatados por Josefo e, exceto pelo primeiro, ele os coloca no ano imediatamente anterior à Guerra dos Judeus. Muitos são relatados também por Tácito.
Apesar disso, vale ressaltar que eles foram aceitos pelos escritores cristãos cautelosamente. Esses, entretanto, que são mais céticos e os atribuem a causas naturais, deixam que a “superintendência de Deus acorde seu povo”. Seja qual for o ocorrido, a esse respeito, é claro que isso corresponde à predição de nosso Senhor, de “terrores e grandes sinais do céu”.
Até a próxima, beijos💋



Comentários
Postar um comentário